quarta-feira, outubro 11, 2006

What could have been

Britpop should have been about two people: Neil Hannon and Luke Haines. Instead they made it about Damon fucking Albarn and Liam fucking Gallagher. What a waste.

(Um amigo meu, que sabe o que diz.)

O disco da casa


I fall in love with someone new practically every day
but that's ok
It's just the price I pay for being a man
(if that' really what I am)
And I refuse to take it all too seriously
It's such a strange activity
far too peculiar to be taken any other way

(Divine Comedy, «In and Out of Paris and London», da obra-prima que é Casanova)

terça-feira, outubro 10, 2006

The Kenosha Kid


(1)
The Kenosha Kid
General Delivery
Kenosha, Wisconsin, U.S.A.
Dear Sir:
Did I ever bother you, ever, for anything, in your life?

Yours truly,
Lt. Tyrone Slothrop


Tyrone Slothrop, Esq.
TDY Abreaction Ward
St. Veronica’s Hospital
Bonechapel Gate, E1
London, England

Dear Mr. Slothrop:
You never did.

The Kenosha Kid


(2)
Smartass youth: Aw, I did all them old fashioned dances, I did the “Charleston,” a-and the “Big Apple,” too!
Old veteran hoofer: Bet you never did the “Kenosha,” kid!
(2.1)
S.Y.: Shucks, I did all them dances, I did the “Castle Walk,” and I did the “Lindy,” too!
O.V.H.: Bet you never did the “Kenosha Kid!”

(3)
Minor employee: Well, he certainly has been avoiding me, and I thought that it might be because of the Slothrop Affair. If he somehow held me responsible—
Superior (haughtily): You! Never did the Kenosha Kid think for one instant that you...
(3.1) Superior (incredulously): You! Never! Did the Kenosha Kid think for one instant that you...?

4)
And on the mighty day on which he gave us in fiery letters across the sky all the words we’d ever need, words we today enjoy, and fill our dictionaries with, the meek little voice of Tyrone Slothrop, celebrated ever after in tradition and song, ventured to filter upward to the Kid’s attention: “You never did ‘the,’ Kenosha Kid!”

(5)
Maybe you did fool the Philadelphia, rag the Rochester, josh the Joliet. But you never did the Kenosha kid.

(6)
(The day of Ascent and sacrifice. A nation-wide observance. Fats searing, blood dripping and burning to a salty brown...) You did the Charleston stoat, check, the Forest Hills foal, check. (Fading now...) The Loredo lamb. Check. Oh-oh. Wait. What’s this, Slothrop? You never did the Kenosha kid. Snap to, Slothrop.

( . . . )
Slothrop: Where is he? Why didn't he show? Who are you?
Voice: The Kid got busted. And you know me, Slothrop. Remember? I'm Never.
Slothrop (peering): You, Never? (A pause.) Did the Kenosha Kid?

(Thomas Pynchon, Gravity's Rainbow)

Vê como bate o meu coração alcalino

Descobri uma marca de pilhas (muito obscura, e cujo nome desconhecia até há cerca de um mês) que é aflitivamente superior a todas as outras.
Onde as Energizer, Panasonic e Thomson sobreviviam entre seis a oito rotações completas da playlist do mp3, estas aguentam catorze, quinze, até mesmo - juro - dezasseis. Ando danadinho para lhes tecer louvores públicos.
O dilema é o seguinte: uma parte de mim (a mesma patética repartição mental que me leva a vestir como um labrego ensebado para certas partidas de futebol porque "estas são as roupas da sorte") receia que a magia das pilhas se acabe no momento em que revele o nome dos feiticeiros.
Chega um gajo ao século XXI para dar consigo a pensar desta maneira.

Você sabia que...

... em 1922, Marianne Moore fez Hart Crane chorar?

segunda-feira, outubro 09, 2006

O blog de Moisés (II)


«One way or another the no doubt mad idea entered my mind that my own actions had historic importance and this (fantasy?) made it appear that people who harmed me were interfering with an important experience.»

(Saul Bellow, Herzog)

Evangelismo

Três descobertas musicais relativamente recentes que inflamaram o meu proselitismo.
Antes de mais, Sufjan Stevens, a quem cheguei com alguns anos de atraso. O rapaz do 50 States Project não é apenas muito melhor do que eu pensava: é também muito melhor do que vocês pensam. E como se não lhe bastasse o talento, o lambe-botas teve o desplante de incluir no seu mais recente Avalanche (uma recolha de excedentes das sessões de Illinois) uma canção intitulada "Saul Bellow". Ora, há atalhos ainda mais rápidos para o coração casanovense, mas são poucos, e secretos.
De seguida, os 16 Horsepower, que escutei pela primeira vez há duas semanas, num banco de jardim em Bruxelas. Comprei o Folklore, que é sublime, e adivinhava já o nascer de uma dispendiosa obsessão. Felizmente os senhores separaram-se, portanto só tenho de me preocupar com o catálogo antigo.
Na mesma linha, mas noutro patamar, estão os Lift to Experience. O que é que eu posso dizer sobre os Lift to Experience, sem desamordaçar uma histeria que seria tão embaraçosa para mim como para o leitor? Vou, para bem de todos, limitar-me a transmitir informação. Dizer que o álbum de estreia é duplo e se chama The Texas-Jerusalem Crossroads. Que tem alguns pontos de contacto conceptuais com dois álbuns que me dizem muito, Hallowed Ground, dos Violent Femmes, e No More Shall We Part, de Nick Cave, embora musicalmente não se assemelhe a um nem a outro - nem a qualquer outra coisa, já agora, embora tenham sido repetidamente comparados aos My Bloody Valentine (é falso, falso!). Que o líder do grupo, Josh Pearson, descreve The Texas-Jerusalem Crossroads como um concept album sobre o fim do mundo, em que o Texas é a Terra Prometida. Que o Antigo Testamento nunca teve acordes tão bons.
Dizer, em suma, que são os Lift to Experience, senhoras e senhores, e que merecem a nossa devoção e o nosso dinheiro.

Stulta est gloria

Já vos contei daquela vez em que um avião de papel, construído e atirado por mim, fez um voo perfeito de 17 metros, precisamente quando ninguém estava a olhar?

Casanova, o útil

Podem achar aqui um simulador de lançamento de aviões de papel. Quem é amigo, quem é?

domingo, outubro 08, 2006

Birmingham - trilha sonora

(22:57)
"... Só quero realçar que eu não subscrevo aquela onda toda da autenticidade e do real; para mim, o real é um espaço interno que pode ou não ser partilhado, tipo, a níveis diferentes, estás a ver?..."

(23:12)
"... Sou perfeitamente capaz de falar com idiotas, mas apenas com um de cada vez..."

(23:45)
"... o seu olho fixava-me; parecia oco, a pupila suspensa no vazio, até que um feixe de luz incidiu nele, reflectindo tudo o resto. O efeito foi aflitivo: como ver uma cavidade encher-se de portentos..."

(00:49)
"...cancro! E logo a mim!..."

(01:36)
"... Se calhar o melhor é o pessoal ir para casa...
Qual ir para casa qual quê? Passei a vida inteira a ir para casa: sempre foi a pior parte da manhã. Nada do que eu quero está em casa. A casa nunca me alegra. E palpita-me que ela também não rejubila quando eu meto a chave à porta. Não. Isso de ir para casa é para outros, comigo não funciona. O exterior que me ature, há muito espaço livre por aí, fora de casa.
Olha, vem lá um táxi..."

Esta noite ouve-se


I said, Mama, he's crazy and he scares me
But I want him by my side.
Though he's wild and he's bad, and sometimes just plain mad
I need him to keep me satisfied.

I said, Papa, don't cry cause it's all right,
And I see you in some of his ways.
Though he might not give me the life that you wanted
I'll love him the rest of my days.

I said, Brother, you speak to me of passion.
You said never to settle for nothing less.
Well, it's in the way he walks, it's in the way he talks;
His smile, his anger and his kisses.

I said, Sister, don't you understand?
He's all I ever wanted in a man.
I'm tired of sitting around the T.V. every night
Hoping I'm finding a Mr. Right.

He says, Baby, don't listen to what they say.
There comes a time when you have to break away.
He says, Baby there are things we all cling to all our life.
It's time to let them go and become my wife.

Misguided Angel hanging over me.
Heart like a Gabriel, pure and white as ivory.
Soul like a Lucifer, black and cold like a piece of lead.
Misguided Angel, love you 'til I'm dead.



(«Misguided Angel», dos Cowboy Junkies. O álbum, o magnífico The Trinity Session, foi gravado em sessão única e com equipagem mínima, numa igreja de Toronto, na noite de 27 de Novembro de 1987. Nem tudo dos Junkies é merecedor de atenção; são frequentemente repetitivos, e muitas das suas composições soam apressadas ou inacabadas. Neste disco, contudo, não há esboços. Margo Timmins tem o tipo de voz que se associa mais facilmente ao trip-hop de Bristol do que a baladas de enterro, mas o seu timbre glacial é estranhamente adequado para narrar este conto vulnerável - que no fundo é o registo de um vício.
O resto é melhor ouvido no escuro, de preferência com a vida privada em farrapos, a televisão ligada no canal da mira técnica, e uma vela esculpida na forma de Sadi Carnot a arder lentamente dentro de um frasco de maionese vazio.)

O blog de Moisés (I)


«I've always wanted very much to lead a moral, useful, active life. I never knew where to begin. One can't become utopian. It only makes it harder to discover where your duty really lies.»

(Saul Bellow, Herzog)

quinta-feira, outubro 05, 2006

6 de Outubro, 1910


Não sei de figura mais encharcada em pathos que a do monarca exilado. Bonaparte a coxear por Sta. Helena, o Rei Hussain a apaixonar-se por uma égua ao sol de Chipre, os Habsburgos a apodrecerem no Funchal, desdobrando-se em ineptas séances nocturnas às quais teimavam em comparecer os espíritos errados.
Desconheço como ocupou Dom Manuel II as suas últimas décadas em Twickenham, mas desconfio que se dedicou a ler folhas de chá e conjunções planetárias, que apostou bastante nos cavalos, e que evitou tráficos de qualquer espécie com avatares de Sadi Carnot, sendo por isso merecedor do nosso veemente respeito.
Desconheço também se o iate real «Amélia» desbravou tempestades a caminho de Gibraltar, naquela noite aziaga, em qual caso podem muito bem ter ocorrido ao último dos Braganças reais ("reais") aqueles melancólicos versos incluídos nas cartas de exílio de Ovídio, quod nisi mutatas emiserit Aeolus auras/in loca iam nobis non adeunda ferar, recitados de si para si, enquanto, debruçado sobre a amurada, tentava combater o enjoo.

Birmânia!


O meu sketch favorito - 2ª série, 9º episódio.

Feriado silencioso

Noto com tristeza que o 5 de Outubro passou praticamente despercebido na blogosfera portuguesa. Se há efemérides que merecem ser condignamente assinaladas, o aniversário da transmissão do 1º episódio do Monty Python's Flying Circus na BBC é certamente uma delas.
Fica aqui o reparo, e um solitário assoprar de velas.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Oitava estrofe


Este melro está envolvido no que eu sei.

Eram vinte acções da Hartford, por favor

Em 1934, o vice-presidente da Hartford Accident & Indemnity Company escreveu o seguinte no seu bloco de notas, depois de uma longa reunião:

The sea was not a mask. No more was she.

It wasn't funny the first time

terça-feira, outubro 03, 2006

I dream of cherry pies, candy bars and chocolate chip cookies



Eu sei que ninguém me perguntou, mas a melhor canção dos Talking Heads chama-se Nothing but Flowers, está incluída neste álbum, e eu achei que devia informar-vos.

O outro

Há um Rogério Casanova no Brasil. É membro da Associação Brasileira de Soldadores, e a sua especialidade é a soldagem com arco eléctrico. O seu curriculum vitae (que não vou divulgar, por respeito à sua privacidade) é muito mais impressionante que o meu.
Queria enviar-lhe um abraço transatlântico e dizer-lhe que, se ele estiver interessado, tenho experiências de vida para a troca.

Numa Economia Planeada isto não acontecia

Entrei recentemente numa loja de artigos para viagem, onde encontrei à venda (por 129 euros), um isqueiro capaz de funcionar até nas mais não-colaborantes condições meteorológicas - incluindo furacões.
Não querendo tecer quaisquer considerações sobre o consumidor-alvo, há, contudo, uma questão que me parece relevante: a não ser que a mesma companhia se dedique também ao fabrico de um tipo de cigarro que obedeça aos mesmos princípios, o artigo não será um bocado supérfluo? De que me serve conseguir acender o isqueiro na próxima visita do Gordon se o Marlboro teima em se apagar logo de seguida?

(Nota: o lojista evitou estas minhas perguntas/observações com um nível de serenidade visivelmente decrescente)

segunda-feira, outubro 02, 2006

O autocarro vermelho e o choque dos bules


«...On my first trip anywhere - it was 1957 and I landed in Edinburgh with the roaring of the plane's four mammoth propellers for days afterwards embedded in my ears - I rode a red airport bus to the middle of the city, out of which ascended its great castle. Is is a fairy-book castle, dreamlike, Arthurian, secured in the long-ago. But the shuddery red bus -hadn't I been bounced along in an old bus before, perhaps not so terrifically red as this one? - the red bus was not within reach of plain sense. Every inch of its interior streamed with unearthliness, with an undivulged and consummate witchery. It put me in the grip of a wild Elsewhere. This unexceptional vehicle, with its bright forward snout, was all at once eclipsed by a rush of the abnormal, the unfathomably Martian. It was the bus, not the phantasmagorical castle, that clouded over and bewildered our reasoned humanity. The red bus was what I intimately knew: only I had never seen it before. (...)
This is what travellers discover: that when you sever the links of normality and its claims, when you break off from the quotidian, it is the teapots that truly shock.»

A incomparável Cynthia Ozick, que viaja ainda pior do que eu, descobriu assim a minha cidade. Ofereço o seu testemunho como esclarecedora adenda e lúcido epílogo à minha passagem por Bruxelas.

(Nota: o texto completo está incluído na recolha de ensaios Metaphor & Memory, de 1991)
(Nota 2: não me vou casar com Cynthia Ozick, apesar dos seus pedidos insistentes)

Revisão do BI

Na autobiografia de Gore Vidal, Palimpsest, o coscuvilheiro de serviço das letras americanas revela que Tennesse Williams cultivava o hábito de subtrair quatro anos à sua idade real. Quando confrontado por um jornalista mais atento, Tennesse justificou a discrepância dizendo que não contava ("obviamente") os quatro anos que passara em empregos aborrecidíssimos.
Seguindo uma fórmula actualizada - que exclui igualmente todo o tempo que passei a ver televisão, a jogar computador, a esforçar-me por perceber a importância de John Coltrane, e a tentar reparar as persianas cinzentas de uma janela de cozinha em Alverca - eu completei hoje dezoito anos.
Parabéns, portanto, a mim.

Ego pendente

Os relatórios de entrega de sms's, apesar de úteis, estão muito aquém do desejado. Faço votos sinceros para que os telemóveis de 4ª geração nos cheguem às mãos com a capacidade de informar se a mensagem, além de recebida, foi também lida, relida, entendida, saboreada - e gravada permanentemente na memória.
Senhores engenheiros: ao trabalho.

domingo, outubro 01, 2006

Cocoa bean politics

Que existem chocolates "de esquerda" e chocolates "de direita", parece-me relativamente incontroverso. Mas eu não sou um ideólogo. Nunca tendo cedido aos satânicos encantos das barras vintage da marca Valrhona (um chocolate de direita, se é que há um), e orgulhosamente invulnerável à corrupta tentação da marca Nestlé (cujo próprio cacau está mais à esquerda que a Rosa Luxemburgo), mantive uma duradoura fidelidade ao singelo (se, admito-o, algo conservador) centrismo das barras Dairy Milk da Cadbury.
(Isto se não contarmos com um brevíssimo devaneio na minha radical adolescência, que me conduziu ao consumo de sete rectângulos de Grand Couva - não me peçam para elaborar).
Mas até as mais moderadas tendências estão sujeitas a flutuações. E eu quero declarar aqui que sofri, nas últimas 48 horas, uma conversão. E que é grande a probabilidade de nunca mais vir a tocar numa tablete que não traga o selo inconfundível da Lindt & Sprüngli, edição deluxe.

... Pois se é a própria Natureza que te alerta?

Num programa da BBC2, aprendo que os frequentes bocejos do papa-formigas são um mecanismo corporal que lhe permite humedecer a língua, mantendo-a com o grau de viscosidade necessário para a caça.
Interrogo-me, no instante seguinte, sobre a possibilidade de os meus próprios bocejos frequentes serem um mecanismo cerebral, informando-me que já tenho idade suficiente para deixar de fingir que gosto de programas sobre a vida animal.

sábado, setembro 30, 2006

Comadres

O mundo literário também é pródigo em confusões, mas começo a acreditar que os anos de ouro já lá vão. Onde estão os sucessores de Norman Mailer, que passou décadas gloriosas a esfaquear esposas e a pregar valentes cabeçadas a Gore Vidal em festas novaiorquinas?
No The Guardian de hoje, Salman Rushdie (na minha lista negra desde o ridículo Fury) reagiu publicamente pela primeira vez a uma crítica mordaz que John Updike fizera ao seu (igualmente ridículo) Shalimar the Clown, nas páginas da New Yorker. A peça em questão abria com uma pergunta retórica: "Why oh why did Salman Rushdie in his new novel call one of his characters Maximilian Ophuls?", nome que deixa implícita uma referência ao homónimo realizador alemão que o resto do livro não desvenda. Descuido? Prestidigitação?
A resposta de Rushdie: "A name is just a name. 'Why oh why?...' Well, why not? Somewhere in Las Vegas there's probably a male prostitute called 'John Updike'."
Até nem é má, a resposta. Mas - ladies, is that the best you can do? Alguém lhes dê dois tacos de baseball, se faz favor.

"Forget it, Vladimir. It's Reykjavik"


O sempre cordial mundo do xadrês competitivo voltou a desaguar numa caldeirada de mau sangue. 24 anos depois do "Cameragate" em Reiquiavique, temos agora o "Toiletgate" de Kalmykia.
Devo dizer, contudo, que o meu coração pende para Kramnik. E que atire a primeira pedra aquele que não pensaria duas vezes antes de aceitar partilhar uma retrete com Topalov.

Desabafo

Permitam-me que partilhe o seguinte desabafo: o cavalinho Fairmile, treinado pelo normalmente fiável WR Swinburn, sofreu hoje a humilhação de terminar a das 15:45 em Newmarket num escandaloso 18º lugar, ele que era um claro favorito.
Duas consequências imediatas desta calamidade:
1. esta noite não vou jantar fora;
2. quem for, terá provavelmente a oportunidade de comer um bife retirado ao dorso do cavalinho Fairmile.

Self-Made Man