
...Diffusing, dropping, sideways-darting, in tiny showers of gold,
Sparkles from the wheel.
Walt Whitman
I am for all the good things, against all the bad ones. - Saul Bellow

Nota: este blog não sugere, nem muito menos encoraja, a adesão à referida iniciativa. Limita-se a transmitir uma pepita informativa que se lhe afigura merecedora de alguns sorrisos tolerantes e pouco mais. O álcool como ferramenta artística é uma falácia que se espera estar já mais do que desfalaciada. Como lubrificante social e desbloqueador de silêncios nunca deixará de ser útil, mas por favor mantenham-no bem longe dos teclados. Se há coisa de que a blogosfera não necessita é de um processo de Hemingwaização.
Para robustecer este ponto, decidiu-se subordinar o resto do post à enumeração de algumas obras-primas da comédia muito do agrado aqui do "Pastoral Portuguesa", e todas escritas - tanto quanto se sabe - sem recurso a quaisquer substâncias intoxicantes:
Portnoy's Complaint, Philip Roth
Pnin, Vladimir Nabokov
Almas Mortas, Nikolai Gogol
Margarita e o Mestre, Mikhail Bulgakov
Mason & Dixon, Thomas Pynchon
The Day of the Locust, Nathanael West
Something Happened, Joseph Heller
Money, Martin Amis
The Life and Opinions of Tristram Shandy, Laurence Sterne
I Served The King of England, Bohumil Hrabal
A Consciência de Zeno, Italo Svevo
The Dog of the South, Charles Portis
Still Life With Woodpecker, Tom Robbins
Visions Before Midnight, Clive James
Parliament of Whores, P. J O'Rourke
Homage to Daniel Shays, Gore Vidal
Valis, Philip K. Dick
Mother Night, Kurt Vonnegut
The Devil's Dictionary, Ambrose Bierce
A Religious Orgy in Tennessee, H. L. Mencken
O Livro de Job


A minha lista de blogs portugueses estava, com toda a franqueza, num estado lamentável. Penso ter cumprido hoje as minhas obrigações de senhorio. Juntei alguns links que já lá deviam estar, e restaurei outros que tinha apagado, por puro desmazelo, na última remodelação. Também alterei ligeiramente o alinhamento, usando um baralho de cartas KEM, um par de dados azuis, e uma chave matemática complicadíssima. Como ainda tinha tempo disponível (um problema constante, que já me trouxe muitos dissabores) decidi desmontar cada um dos nomes e brincar aos anagramas. Ora, isto pode muito bem ser tão aborrecido como soa, mas garanto que não é tão fácil como parece. O processo, agora concluído, não correspondeu, de todo, às minhas expectativas iniciais. Nenhuma das novas designações me parece apresentar uma melhoria indiscutível sobre o original - nalguns casos, bem pelo contrário. É triste, por exemplo, ver o excelente blog do Pedro Mexia reduzido a um concupiscente detergente para a roupa. Ou o Bomba Inteligente encapsulado numa justaposição nada feliz de um repórter fictício belga com a ambiciosa empreitada dos descendentes de Noé. E que dizer da rapaziada do Aspirina B, envolvidos numa fútil campanha contra aquela simpática cidade da Toscânia? Duvido que alguém tenha saído a ganhar desta sopa de letras.
Uma nota final: os coca-bichinhos entre vós podem ter reparado que o primeiro dos links não recebeu o mesmo tratamento anagramático aplicado aos seus parceiros de lista. A razão é simples: "Um Blog Sobre Kleist" é já de si um anagrama, embora para o decifrar seja necessária fluência numa obscura língua morta; e a única pessoa que a domina é o autor de "Um Blog Sobre Kleist".


