Uma passagem que não me lembro de ter sublinhado, num livro cujo título agora me escapa, sugeriu-me uma eventual ligação indirecta com um acontecimento dos últimos dias que agora não recordo. Conversei sobre isto com não sei quem, que me disse suspeitar que teria dado um bom post, desde que não me esquecesse de mencionar qualquer coisa que me esqueci de mencionar.
sexta-feira, julho 11, 2008
quarta-feira, julho 09, 2008
Apesar de não gostar particularmente de trufas...
Bovine TB Partnership Group
As always with the Department for Environment, Food and Rural Affairs, there was bags of new jargon to entertain us. Benn talked about the "testing and slaughter of reactors", and "randomised culling". Everyone seemed to know exactly what he meant.
And, as always in the Brown government, no matter how long a problem has been around it is never too late to set up a quango. This will be the Bovine TB Partnership Group, which sounds like an organisation lonely cows join to find new friends.
But the Commons divided almost entirely along party lines: Labour MPs were pro-badger; Tories were all for slaughtering the lot and turning them into shaving brushes.»
(Da coluna de Simon Hoggart, que continua a produzir o espaço tipográfico mais cómico da imprensa europeia, apesar da feroz concorrência de Rui Miguel Tovar.)
terça-feira, junho 17, 2008
Eu é só Camões
Entretanto, o Europeu vai-se aproximando do fim, alienando um continente inteiro. Já é nesta altura aparente que as equipas que praticam o melhor futebol - Roménia, Croácia e Deco - não vão ganhar, deixando o caminho aberto a uma selecção onde Dirk Kuyt é titular. Não conheço em pormenor os currículos das escolas holandesas, mas desconfio que deixariam o gestor de marcas a saltitar de contentismo.
segunda-feira, junho 02, 2008
Postiga
domingo, junho 01, 2008
Há que recuperar mais bolas na zona cinco
- Paula Moura Pinheiro, Única, 31/05
(Poderosa exaltação da memória escrita - em contraponto à «leveza da imprensa, da rádio, da televisão» - feita por Paula Moura Pinheiro na revista do Expresso. Não poderia manifestar mais vigorosamente a minha concordância. Eu próprio, ao ler a coluna de Paula Moura Pinheiro, sou... Paula Moura Pinheiro. Espantoso instrumento, a revista do Expresso.)
sexta-feira, maio 30, 2008
Divine Command
You scored as a person who is always right.
Trailblazing a glorious path of perfection across our tiny, inadequate Universe, you have maintained a strict adherence to the philosophy of always being right. Is there anything we can tell you that you do not already know? The notion is ridiculous. Take a look in the mirror: you have it all figured out. You have cracked the wise code. And you're taking this silly little test? You should be testing us! Anyway, to declare the obvious, you believe people should go on doing stuff in accordance with the stuff that was done by the people who came before, therefore allowing the people who come after to do a little stuff of their own without fucking the whole thing up too much. And how right you are in believing this! And handsome too. Do you even shave? Because, clearly, you don't need to, you gorgeous hunk of wisdom.
Being always right ----------- 100%
sábado, maio 24, 2008
«Por exemplo: despedimentos. Como é que é?«
Your fountain pen has crashed
quarta-feira, maio 21, 2008
O 18 Brumário de Rodrigo Tiuí
(Convém igualmente recordar os animadores das workshops anuais de reverberação saudosista que costumam entrar em funcionamento sempre que há jogos ao Domingo à tarde ("ah, o futebol em família") que a parafernália nostálgica a que aludem (o farnel, a almofada desdobrável, o transístor do papá) teve e tem o seu reflexo negro (o psiquiatra, o lenço de papel, a embalagem de Lexotam) naqueles para quem um jogo do seu clube, mais do que qualquer impulso recreativo, sempre representou um sólido motivo para ponderar a eutanásia. Fim de parênteses.)
A destreza no desenredamento da narrativa tem sido o mais fiável mecanismo de sobrevivência do adepto palmaresisticamente desafiado, mas o seu potencial oracular está acessível a todos. Reduzido ao essencial, o conceito pode ser formulado da seguinte maneira: «Em futebol, qualquer detalhe que contribua para um melhor arco dramático, vai geralmente ocorrer». Apoiado neste princípio, qualquer observador atento podia prever, por exemplo, que, depois do fiasco metabólico na final do Mundial de '98, a grande figura do Mundial de '02 seria Ronaldo; ou que, por mais apagada que fosse a sua época, era inevitável que Derlei marcasse um golo decisivo ao Benfica.
A partir do momento em que o Futebol Clube do Porto espoliou o Vitória Futebol Clube da hipótese de conquistar dois troféus na mesma época, dois factos tornaram-se instantaneamente evidentes: o Sporting iria ganhar a final, e a grande figura do jogo seria um avançado brasileiro destinado a acabar a carreira no Alpalhoense.
quarta-feira, maio 14, 2008
One pill makes you larger
Tudo isto para dizer que gostei muito deste post do Julinho:
«Enfim, claro que desde que rererererevi o Hatari! na televisão no início do mês (e que, claro, ao contrário da merda dos MIB ou do Ishtar ou do Evita, não vai repetir, pelo menos este mês, para poder finalmente gravar, embora nunca veja filmes gravados, mas às vezes gosto de saber que estão lá), tenho andado a ouvir as pessoas na rua a tratarem-me casualmente por bwana. Confesso que me pareceu inusitado de início, mas a verdade é que quando lhes digo para continuarem a fazer a sua vida como se o meu extraordinário poder de atracção carismática sobre eles não existisse, eles cumprem-no escrupulosamente. Estranhamente, quando me faço à população nativa é que a coisa não corre muito bem. Talvez porque não estava no guião, talvez porque não fosse uma fantasia colonial. É o problema de ficarmos cativos, por razões que não nos interessa explorar, em filmes que nos acompanham seguros desde o tempo em que as tardes de fim-de-semana da RTP1 tinham cinema clássico: não há margem de improvisação para um destino cujo fado é o de não se cumprir.»
terça-feira, maio 06, 2008
Rigor, transparência, honestidade
Bosco

sábado, abril 26, 2008
O meu amigo tem este problema
segunda-feira, abril 21, 2008
Ponto-e-vírgula update
- George Bernard Shaw to TE Lawrence, on The Seven Pillars of Wisdom
(... deste apressadote artigo no Guardian, que vale também por esta magnífica apresentação: «As the great early 20th-century Gallic novelist, essayist, playwright and Academician Henry Marie Joseph Frédéric Expedite Millon de Montherlant so succinctly put it in his Carnets...». Não me sentia tão bem informado desde que li uma vez um artigo na Vogue sobre o célebre atleta profissional português Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro.)
quinta-feira, abril 17, 2008
quarta-feira, abril 16, 2008
Brilliant sugar, turn over
(The National, «You've Done it Again, Virginia»)
A votação chegou ao redondíssimo número de cem, e a vontade do povo português parece ser que Virginia Woolf se dispa o mais rapidamente possível. Confesso a minha dificuldade em perceber os vinte e nove votos recolhidos por Edith Wharton. O comentário do Major (parabéns, também) ao post em questão acaba por ser, a alguns níveis, elucidativo: o temperamento conservador tem um longo e verificável historial de aversão ao círculo de Bloomsbury. Lembro-me de uma passagem deste livro em que Lady Thatcher se refere aos ditos como 'scabs of Englishness' ou uma coisa assim do género; e que Saul Bellow utilizou um dos seus mais conservadores protagonistas para despejar meio-litro de petróleo retórico nas cinzas da "pior espécie de elitismo intelectual", ou uma coisa assim do género.
Nada disto, evidentemente, deveria ter sido um factor decisivo. Abstendo-nos também de considerações de natureza psico-biográfica (o pormenor de Edith Wharton, com aquele ar de sopeira minhota, ter escrito livros que tresandam a sexo), há que realçar o fundamental, que é o extraordinário pescoço de Virginia Woolf: podem-se pendurar videiras naquele metro e meio de carne Modernista. Entre ela e a Nicole Kidman de prótese nasal, eu não hesitaria um segundo.
terça-feira, abril 15, 2008
Um post aprovado sem quaisquer reservas por Rufus Wainwright
É possível efectuar um cálculo probabilístico para qualquer ocorrência, até para a súbita aparição de um cliché no Los Angeles Times ao pequeno-almoço - mercado vergonhosamente sub-explorado pela William Hill. Houvesse odds para o número de obituários especulativos disfarçados de bandarrismo teórico que aparecem mensalmente em suplementos culturais, e eu já teria uma conta bancária ao nível da minha indisfarçável riqueza interior, facto que pode ser confirmado por Rufus Wainwright. Semana após semana, edifícios conceptuais inteiros são abalroados por mil e seiscentos caracteres. Assumo que a maioria dos jornais do planeta destaque um estagiário para manter estas coisas debaixo de olho: atravessamos uma era turbulenta; sopram ventos de mudança; o zeitgeist tem crises de pânico; a qualquer altura, em qualquer lugar, alguma coisa deve estar prestes a acabar e uma pessoa tem de estar atenta. A morte de Deus, o declínio do Romance, o desaparecimento do Autor, o suicídio do Jazz, o fim da História, (o fim do Fim da História), a obliteração da Verdade, a obsolescência da Masculinidade, o coma alcóolico do Ideal Olímpico, o sequestro e espancamento da Civilização Ocidental - as Letras Maiúsculas habitam uma realidade alternativa onde é sempre meia-noite no Poço do Bispo. A esperança média de vida de um conceito abstracto passou a depender directamente do coeficiente de tédio existencial de um editor. Em termos mais obtusos (devido às horas que são, ao Rufus Wainwright, e ao facto lamentável de se me terem acabado os maltesers) podemos dizer que quando x e y se cruzam, há 2/1 de probabilidades de z, sendo que z é um pastel astigmático como «The End of the Critic».
O hábito intelectual horoscopeiro de descortinar tendências com base numa vaga intuição de que as coisas não podem ficar como estão por causa de outras coisas que passam a estar como ficam não é intrinsecamente censurável. O que diverte nestes pitorescos exercícios de cosmética mortuária é a aparente e inabalável convicção de que dezenas de factores convergem por milagre sincrónico na mesma cabecinha nostradâmica, e que a pulsação cardíaca da História está a ser reproduzida num teclado da Apple, cinco minutos antes do prazo de entrega. A moribunda mas combativa verdade é que se podem passar horas e horas a esmiuçar os pesos, idades e registos competitivos de dezoito pilecas, na tentativa de erigir o mais sensato prognóstico do hemisfério Norte, mas o esplendidamente baptizado cavalinho High Five Society lá arranjará maneira de nos negar o acesso ao pequeno Estado da Micronésia que nos pertence por direito.
Creio, apesar de tudo, que esta é uma fórmula de enchimento de chouriços em vias de extinção, e que caminhamos a passos largos para o Fim do Artigo Sobre o Fim De, posição com a qual o Rufus Wainwright concordaria enfaticamente se aqui estivesse.
São Pedro Ramos
A atitude do Pedro Ramos, contudo, não me merece os mesmos aplausos. Qualquer troca verbal semelhante àquela que não termine com um silêncio de trinta segundos seguido de um «you.... lying.... fraudulent.... little..... shit» não pode ser encarada como outra coisa que não uma oportunidade perdida.
Entretanto, enfim/o Rufus acena, e diz que sim:
sexta-feira, abril 11, 2008
Ofereço...
quarta-feira, abril 09, 2008
Alguém, por amor de Deus, explique ao Pedro Arroja a diferença entre "paid" e "paid for"
Acabo de ler um artigo da Economic Botany em que os autores, e passo a citar, «searched the complete works of Cervantes, as historical ethnobotanical resources, for all references to plants, plant communities and products. (...) 167 species were registered in the 38 works, 110 cited in Don Quijote» pelo que me compreenderão se não estiver agora com cabeça para explicar os vários motivos pelos quais mais uma presença do Liverpool nas meias-finais da Liga dos Campeões é um pesadelo metafísico que ameaça o próprio tecido da realidade. E acho muito injusto estarem a pensar que esta aparente azia se deve exclusivamente ao dinheiro que apostei numa vitória do Arsenal, até porque o golo de Sami Hyypiä me rendeu 65 libras (£5 @ 12-1, 'anytime scorer', William Hill). Se me dedicasse a pesquisar as obras completas de Rafael Benítez à procura de 'plants', 'plant communities' ou mesmo 'cynical, neurasthenic, vegetable-like midfielders', encontraria muito mais do que cento e sessenta e sete espécies. Vi futebol no Reino Unido durante sete anos. O melhor futebol que lá se jogou foi invariavelmente jogado pelo Arsenal (mesmo na fase pós-Bergkamp), mas, em uma ou outra altura, dei comigo a disseminar a minha simpatia continental por quase todos os clubes federados, incluindo uma paixoneta de 3 meses pelo Redditch United da Conference League, cujo melhor jogador - um extremo-direito que acumulava funções de repositor de stock na loja da Staples - tentou um total de três fintas nos cinco jogos a que assisti, duas delas com relativo sucesso. Mas nunca - nunca - consegui sentir um borrifo de qualquer sentimento positivo pelo Liverpool, por motivos complexos que explicaria se não tivesse acabado de ler um artigo da Economic Botany.
A votação tem estado a decorrer ordeiramente (com Virginia Woolf, para já, em clara e governantíssima vantagem). Conto encerrar as urnas assim que o número de votos exceder o número de espécies de 'plants' ou 'plant communities' referenciadas no Antigo Testamento, segundo o estudo efectuado em 2002 por Moldenke e Moldenke, conhecidos como os Dupond et Dupont da etnobotânica. Aquela cantiga chama-se «Brand New Song» e é de um rancho escocês chamado The Pendulums.
Termino com alguns exemplos de frases sobre Rafael Benítez inexplicavelmente não devolvidas pelo google:
«Ouvi dizer que o Rafael Benítez não respeita o meio-ambiente»; «Ouvi dizer que o Rafael Benítez tem um mamilo supranumerário»; «Ouvi dizer que o Rafael Benítez é um niilista Bakuniniano»; «Ouvi dizer que o Rafael Benítez faz mal a gatinhos»; «Ouvi dizer que o Rafael Benítez é um anagrama de Rabanete Feliz»; «"Ouvi dizer que o Rafael Benítez está a destruír a Civilização tal como a conhecemos"».
segunda-feira, abril 07, 2008
Virginia ou Edith?

Sondagem parcialmente inspirada por este este post do Pedro Mexia, e por uma peremptória declaração de Sir Isaiah Berlin nesta entrevista (a pornografia começa ao minuto 1:30), que passo a transcrever foneticamente, e de olhos bem fechados: «(...) Juan uhv a mowst biootiful weemin I have a sin in my life. She'd lie to bloo I's, and, um, round n'wondering like a gypsy's. She'd un ex-kwisit figure. She cud be sed to luke lie can kind uhv idealised govern ass. I mean dat too wards witch govern asses my twish two ass pire.»
Depois da respectiva votação, tratarei de revelar a minha opinião sobre esta matéria fundamental para os adolescentes de hoje.
domingo, abril 06, 2008
Not the worst, not the best, just the same old shit

É o maior acontecimento do calendário equestre: todos os anos, em Abril, eu dou 25 libras a um cavalo gordo e o cavalo gordo come-as. A Grand National veio e foi, alheia à minha não-presença. Slim Pickings, a pileca irlandesa por quem nutro uma inexplicável admiração desde 2005, voltou a fazer o que faz todos os anos: estabelecido pelas agências de apostas como o quarto favorito, tratou de terminar a prova na quarta posição. Se o mercado de capitais funcionasse com a mesma entediante consistência, seríamos todos bilionários, e um café custaria dois milhões de euros.
terça-feira, abril 01, 2008
"I must say there are some absolutely delightful motels where I've been very happy"
Ao minuto 2:11 do primeiro clip, Nabokov decide esticar as pernas e sentar-se num sofá no outro lado da sala; Trilling segue-o, obrigando o apresentador do programa a arrastar a cadeira para os acompanhar. Como represália, o apresentador pega na chávena de chá de Trilling e besunta-lhe o rebordo. Ao longo de toda a entrevista, Nabokov recorre escandalosamente às cábulas - as que tem nos cadernos, as que tem na cabeça - e Trilling deixa um cigarro arder até ao último milímetro de alcatrão. Discute-se Lolita.
Não sei o que é isto, mas quero que a minha televisão faça o mesmo.
On the rebound
«Famous sign outside a church in Northern Ireland in the 1970's
Jesus Saves
George Best scores on the rebound»
segunda-feira, março 31, 2008
Três posts para vosso entretenimento
(Terra Habitada)
«-Olhem para mim, sou como este Grande Intelectual Inglês mas em Portugal sou incompreendido!
-Não és nada! Eu mando muito mais estilo porque sou mais pobre e mais velho.
-Tenho aqui duas citações dele que mostram que a esquerda é estúpida e não manda estilo.
-Mentira! Ele pensava que a esquerda era bonita às vezes. Ele e o Outro Grande Intelectual Francês!
- Os franceses são todos de esquerda! Falo dos Grandes Intelectuais Ingleses!
- Não é verdade! Há Grandes Intelectuais Ingleses que são de esquerda!
- Comuna fascizante! Super Aaron! Mega Aaron!
- 25 de Abril sempre! Sartre Power! Abaixo o patronato e os Grandes Intelectuais de Direita!»
(O Nascer do Sol)
Uns excitam-se com luta-livre de lésbicas na lama. Outros excitam-se com a aliteração em "luta-livre de lésbicas na lama". Os segundos claramente onanistas depravados.
(Ainda Não Está Escuro)
domingo, março 30, 2008
MSN

R. Casanova diz:
Pssst. Estás aí?
Internet diz:
não vês k xxim?
R. Casanova diz:
Não dizias nada. Senti a tua falta.
Internet diz:
??
R. Casanova diz:
Senti a tua falta. Foram três semanas.
Internet diz:
ok
R. Casanova diz:
Ok? Não vais dizer mais nada?
Internet diz:
tipo O k? tive okupada, foi xó iXo
R. Casanova diz:
Esquece.
Internet diz:
ok
R. Casanova diz:
Mas está tudo bem contigo? Pareces-me distante...
Internet diz:
não komeces kom ixo, tipo larga-me
R. Casanova diz:
Porque é que me tratas sempre assim? Alguma vez te fiz mal?
Internet diz:
xATo. por ixo é k dps ngm te atUra.
Pastoral Portuguesa diz:
Dá-me atenção.
Internet diz:
olá
R. Casanova diz:
Espera aí um bocadinho.
Pastoral Portuguesa diz:
Porque é que não me dás atenção?
R. Casanova diz:
Eu dou, espera.
Internet diz:
voxês tão é bem 1 pó outro, LoLoL
Pastoral Portuguesa diz:
Não tens dito nada; ando preocupada.
R. Casanova diz:
Eu sei; já falamos.
Internet diz:
pontos-e-vírgulas... LMFAO
Televisão diz:
Internet, kadê Kasanova?
Internet diz:
td fx TV?
Televisão diz:
kadê Kasanova? tenho futebol
Pastoral Portuguesa diz:
Dá-me atenção.
R. Casanova diz:
Vocês as duas importam-se de esperar um bocado?
R. Casanova diz:
Internet?
Internet diz:
k foi?
R. Casanova diz:
Só queria confirmar que está tudo bem entre nós, que não vais voltar a desaparecer.
Internet diz:
eu faxo o k kero, larga-me
R. Casanova diz:
Não consigo perceber porque é que me tratas assim.
Televisão diz:
tenho futebol tenho sporting.
Pastoral Portuguesa diz:
Eu amo-te tanto. Fala comigo.
R. Casanova diz:
Internet?
R. Casanova diz:
Internet?
R. Casanova diz:
Internet?
sexta-feira, março 28, 2008
Internet Anagram Server 9,222 - Eu 0
Numa raquítica fracção de segundos, o programa em questão devolveu mais de cinquenta mil anagramas de "Pastoral Portuguesa", o que não deixa de ser impressionante, mesmo que nenhum dos meus dicionários reconheça as palavras "rstulo" e "pslo".
Não estão convencidos? Isto é fácil de testar. Imaginemos que há por aí um novo blogue colectivo chamado Sinusite Crónica, formado por seis pessoas e alojado na plataforma Sapo. Imaginemos agora que introduzimos os respectivos caracteres no Internet Anagram Server, tendo o cuidado de retirar o diacrítico ao 'o', porque o Internet Anagram Server é um beauty snob que não reconhece caracteres cicatrizados. Depois de imaginarmos isto tudo, imaginemos também que estes prodígios de sensatez ortográfica são apenas alguns dos nove mil duzentos e vinte e dois anagramas para Sinusite Crónica devolvidos pelo Internet Anagram Server : Estica Unicsrnio, Insinuar Esticco, Ca Sonsice Intuir, Ascensco Tinir Ui, Crustaceo Nini Si. Imaginemos por fim que eu estive ali quase meia-hora a brincar com lápis e papel, e que o melhor que consegui foi "Incitar seis no cu".


