quarta-feira, julho 23, 2008
Está uma osga na minha sala, atrás da estante das enciclopédias...
sábado, julho 19, 2008
No fundo, o pai só o levou a ver o gelo porque era um tipo muito atencioso
(Guardian, Corrections and Clarifications, 16/07/08)
quinta-feira, julho 17, 2008
Slightly improved
«I don't like Robben. He is just a slightly improved Folha.
Folha? Who's Folha?
A portuguese player, he was a left winger and almost never right.
«Folha» sounds weird.
It means «sheet».
Oh, I see your point: Robben is shit.
Yeah, just slightly improved.»
segunda-feira, julho 14, 2008
Mephisto

A imagem mais aterradora da semana apareceu sábado à noite, no fabuloso programa de Artur Albarran. Mostrava simplesmente uma mulher a escrever. Com um marcador de tinta fluorescente em cada mão, ela escrevia em simultâneo uma frase e o seu reflexo, num indefeso painel de vidro. «Não é difícil», explicou. «O mais complicado é decidir o que fazer com cada olho».
O neurocirurgião de serviço, Bandeira e Costa, debitou os subterfúgios da praxe. Falou de uma «invulgar disfunção cerebral» e de «ligações entre os dois hemisférios», sem nunca se atrever a enunciar a única verdade científica que o caso admite: a mulher é uma bruxa e deve ser lançada à fogueira o mais rapidamente possível.
Artur Albarran estava presente para providenciar o contexto histórico: «o espectador sabe que célebre figura tinha também esta capacidade?» Milhares de portugueses devem ter gritado o nome de Patrick Branwell Brontë. Alcoólico, desempregado crónico, e tristonho figurante na biografia das suas irmãs, Branwell tinha a transtornante habilidade de escrever duas cartas ao mesmo tempo (presumivelmente, uma para a Segurança Social e outra para a destilaria mais próxima). Albarran, contudo, tinha um ícone diferente no teleponto. «Isso mesmo: Leonardo Da Vinci!»
Pobre Leonardo; é retrospectivamente acusado de qualquer coisa de cinco em cinco minutos. Sabemos que, mais cedo ou mais tarde, qualquer observação mordaz será abtribuída a Oscar Wilde, qualquer insulto político a Winston Churchill e qualquer tecnologia moderna a Da Vinci, mas o seu currículo, até no que diz respeito a destreza manual e proezas atléticas, começa a estar ridiculamente inflacionado. Nunca li os famosos cadernos, mas pelo que pude aferir através de fontes secundárias, além de ter deixado esboços para o escafandro, a metralhadora, a bebida gaseificada, o leitor de mp3 e o metro de superfície do Porto, Leonardo terá sido também o primeiro ser humano a dançar o twist, a escalar o K2, e a preencher correctamente uma declaração de rendimentos. Nem a faculdade de escrever com as duas mãos ao mesmo tempo explica tamanha fecundidade.
Desconheço se Da Vinci também foi o precursor do autómato comunicativo que chegou aos nossos dias sob a designação de “Manuela Moura Guedes”. A primeira e mais natural reacção ao presenciar esta estonteante, ainda que rudimentar, manifestação de inteligência artificial é uma espécie de espanto religioso. Mas depressa o espanto dá lugar à desconfiança. Como aquelas populações boquiabertas que assistiram às triunfais exibições dos primeiros autómatos jogadores de xadrez, rapidamente nos perguntamos se não haverá um anão talentoso envolvido no processo. Na verdade, o últimos destes autómatos - o Mephisto - ao contrário dos seus ilustres predecessores (o Turco e o Ajeeb) era operado por controlo remoto, de uma sala diferente. Alguns dos melhores xadrezistas da época, como Isidor Gunsberg e Jean Taubenhaus, encarregaram-se de premir os botões certos. Não sei quem são os estagiários da TVI responsáveis pelo controlo remoto de “Manuela Moura Guedes”, mas creio que não estão minimamente à altura do legado de Gunsberg e Taubenhaus.
A entrevista ao futuro ex-treinador do Sport Lisboa e Benfica, no Jornal da Noite de sexta-feira, foi um exemplo invulgarmente confrangedor do que pode acontecer quando uma tecnologia a vapor colide com a era digital. O autómato esbracejou e balbuciou. Esperneou e suspirou. Microchips perdidos ziguezaguearam-lhe pelas córneas. O seu auricular berrava as instruções num volume tal que Quique Flores quase respondeu a duas perguntas antes de elas serem feitas. Mas o pobre andaluz foi um modelo de decoro. Começou por pedir desculpa aos telespectadores por não se exprimir fluentemente em português, algo que os operadores de “Manuela Moura Guedes” nunca tiveram a delicadeza de a pôr a fazer. A dada altura, o autómato tentou explicar a expressão “ferver em pouca água” com toda a eloquência de um curto-circuito. Quique ignorou-o com cavalheirismo e respondeu a perguntas que não chegaram a ser feitas. Só não confirmou se o Benfica 2008/09 vai jogar em 4-5-1 ou se, pelo contrário, vai ser a mais recente equipa nacional a aderir ao 4-4-2 em losango, táctica desenhada pela primeira vez em Florença no séc. XV, por uma das mãos de Leonardo Da Vinci.
sexta-feira, julho 11, 2008
Excerto de um extraordinário ensaio de Edmund Wilson sobre Ronald Firbank, sacado em ficheiro .txt do tal depósito online ilegal
A minha transição para a meia idade vai progredindo a bom ritmo
Uma passagem que não me lembro de ter sublinhado, num livro cujo título agora me escapa, sugeriu-me uma eventual ligação indirecta com um acontecimento dos últimos dias que agora não recordo. Conversei sobre isto com não sei quem, que me disse suspeitar que teria dado um bom post, desde que não me esquecesse de mencionar qualquer coisa que me esqueci de mencionar.
quarta-feira, julho 09, 2008
Apesar de não gostar particularmente de trufas...
Bovine TB Partnership Group
As always with the Department for Environment, Food and Rural Affairs, there was bags of new jargon to entertain us. Benn talked about the "testing and slaughter of reactors", and "randomised culling". Everyone seemed to know exactly what he meant.
And, as always in the Brown government, no matter how long a problem has been around it is never too late to set up a quango. This will be the Bovine TB Partnership Group, which sounds like an organisation lonely cows join to find new friends.
But the Commons divided almost entirely along party lines: Labour MPs were pro-badger; Tories were all for slaughtering the lot and turning them into shaving brushes.»
(Da coluna de Simon Hoggart, que continua a produzir o espaço tipográfico mais cómico da imprensa europeia, apesar da feroz concorrência de Rui Miguel Tovar.)
terça-feira, junho 17, 2008
Eu é só Camões
Entretanto, o Europeu vai-se aproximando do fim, alienando um continente inteiro. Já é nesta altura aparente que as equipas que praticam o melhor futebol - Roménia, Croácia e Deco - não vão ganhar, deixando o caminho aberto a uma selecção onde Dirk Kuyt é titular. Não conheço em pormenor os currículos das escolas holandesas, mas desconfio que deixariam o gestor de marcas a saltitar de contentismo.
segunda-feira, junho 02, 2008
Postiga
domingo, junho 01, 2008
Há que recuperar mais bolas na zona cinco
- Paula Moura Pinheiro, Única, 31/05
(Poderosa exaltação da memória escrita - em contraponto à «leveza da imprensa, da rádio, da televisão» - feita por Paula Moura Pinheiro na revista do Expresso. Não poderia manifestar mais vigorosamente a minha concordância. Eu próprio, ao ler a coluna de Paula Moura Pinheiro, sou... Paula Moura Pinheiro. Espantoso instrumento, a revista do Expresso.)
sexta-feira, maio 30, 2008
Divine Command
You scored as a person who is always right.
Trailblazing a glorious path of perfection across our tiny, inadequate Universe, you have maintained a strict adherence to the philosophy of always being right. Is there anything we can tell you that you do not already know? The notion is ridiculous. Take a look in the mirror: you have it all figured out. You have cracked the wise code. And you're taking this silly little test? You should be testing us! Anyway, to declare the obvious, you believe people should go on doing stuff in accordance with the stuff that was done by the people who came before, therefore allowing the people who come after to do a little stuff of their own without fucking the whole thing up too much. And how right you are in believing this! And handsome too. Do you even shave? Because, clearly, you don't need to, you gorgeous hunk of wisdom.
Being always right ----------- 100%
sábado, maio 24, 2008
«Por exemplo: despedimentos. Como é que é?«
Your fountain pen has crashed
quarta-feira, maio 21, 2008
O 18 Brumário de Rodrigo Tiuí
(Convém igualmente recordar os animadores das workshops anuais de reverberação saudosista que costumam entrar em funcionamento sempre que há jogos ao Domingo à tarde ("ah, o futebol em família") que a parafernália nostálgica a que aludem (o farnel, a almofada desdobrável, o transístor do papá) teve e tem o seu reflexo negro (o psiquiatra, o lenço de papel, a embalagem de Lexotam) naqueles para quem um jogo do seu clube, mais do que qualquer impulso recreativo, sempre representou um sólido motivo para ponderar a eutanásia. Fim de parênteses.)
A destreza no desenredamento da narrativa tem sido o mais fiável mecanismo de sobrevivência do adepto palmaresisticamente desafiado, mas o seu potencial oracular está acessível a todos. Reduzido ao essencial, o conceito pode ser formulado da seguinte maneira: «Em futebol, qualquer detalhe que contribua para um melhor arco dramático, vai geralmente ocorrer». Apoiado neste princípio, qualquer observador atento podia prever, por exemplo, que, depois do fiasco metabólico na final do Mundial de '98, a grande figura do Mundial de '02 seria Ronaldo; ou que, por mais apagada que fosse a sua época, era inevitável que Derlei marcasse um golo decisivo ao Benfica.
A partir do momento em que o Futebol Clube do Porto espoliou o Vitória Futebol Clube da hipótese de conquistar dois troféus na mesma época, dois factos tornaram-se instantaneamente evidentes: o Sporting iria ganhar a final, e a grande figura do jogo seria um avançado brasileiro destinado a acabar a carreira no Alpalhoense.
quarta-feira, maio 14, 2008
One pill makes you larger
Tudo isto para dizer que gostei muito deste post do Julinho:
«Enfim, claro que desde que rererererevi o Hatari! na televisão no início do mês (e que, claro, ao contrário da merda dos MIB ou do Ishtar ou do Evita, não vai repetir, pelo menos este mês, para poder finalmente gravar, embora nunca veja filmes gravados, mas às vezes gosto de saber que estão lá), tenho andado a ouvir as pessoas na rua a tratarem-me casualmente por bwana. Confesso que me pareceu inusitado de início, mas a verdade é que quando lhes digo para continuarem a fazer a sua vida como se o meu extraordinário poder de atracção carismática sobre eles não existisse, eles cumprem-no escrupulosamente. Estranhamente, quando me faço à população nativa é que a coisa não corre muito bem. Talvez porque não estava no guião, talvez porque não fosse uma fantasia colonial. É o problema de ficarmos cativos, por razões que não nos interessa explorar, em filmes que nos acompanham seguros desde o tempo em que as tardes de fim-de-semana da RTP1 tinham cinema clássico: não há margem de improvisação para um destino cujo fado é o de não se cumprir.»
terça-feira, maio 06, 2008
Rigor, transparência, honestidade
Bosco

sábado, abril 26, 2008
O meu amigo tem este problema
segunda-feira, abril 21, 2008
Ponto-e-vírgula update
- George Bernard Shaw to TE Lawrence, on The Seven Pillars of Wisdom
(... deste apressadote artigo no Guardian, que vale também por esta magnífica apresentação: «As the great early 20th-century Gallic novelist, essayist, playwright and Academician Henry Marie Joseph Frédéric Expedite Millon de Montherlant so succinctly put it in his Carnets...». Não me sentia tão bem informado desde que li uma vez um artigo na Vogue sobre o célebre atleta profissional português Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro.)
quinta-feira, abril 17, 2008
quarta-feira, abril 16, 2008
Brilliant sugar, turn over
(The National, «You've Done it Again, Virginia»)
A votação chegou ao redondíssimo número de cem, e a vontade do povo português parece ser que Virginia Woolf se dispa o mais rapidamente possível. Confesso a minha dificuldade em perceber os vinte e nove votos recolhidos por Edith Wharton. O comentário do Major (parabéns, também) ao post em questão acaba por ser, a alguns níveis, elucidativo: o temperamento conservador tem um longo e verificável historial de aversão ao círculo de Bloomsbury. Lembro-me de uma passagem deste livro em que Lady Thatcher se refere aos ditos como 'scabs of Englishness' ou uma coisa assim do género; e que Saul Bellow utilizou um dos seus mais conservadores protagonistas para despejar meio-litro de petróleo retórico nas cinzas da "pior espécie de elitismo intelectual", ou uma coisa assim do género.
Nada disto, evidentemente, deveria ter sido um factor decisivo. Abstendo-nos também de considerações de natureza psico-biográfica (o pormenor de Edith Wharton, com aquele ar de sopeira minhota, ter escrito livros que tresandam a sexo), há que realçar o fundamental, que é o extraordinário pescoço de Virginia Woolf: podem-se pendurar videiras naquele metro e meio de carne Modernista. Entre ela e a Nicole Kidman de prótese nasal, eu não hesitaria um segundo.
terça-feira, abril 15, 2008
Um post aprovado sem quaisquer reservas por Rufus Wainwright
É possível efectuar um cálculo probabilístico para qualquer ocorrência, até para a súbita aparição de um cliché no Los Angeles Times ao pequeno-almoço - mercado vergonhosamente sub-explorado pela William Hill. Houvesse odds para o número de obituários especulativos disfarçados de bandarrismo teórico que aparecem mensalmente em suplementos culturais, e eu já teria uma conta bancária ao nível da minha indisfarçável riqueza interior, facto que pode ser confirmado por Rufus Wainwright. Semana após semana, edifícios conceptuais inteiros são abalroados por mil e seiscentos caracteres. Assumo que a maioria dos jornais do planeta destaque um estagiário para manter estas coisas debaixo de olho: atravessamos uma era turbulenta; sopram ventos de mudança; o zeitgeist tem crises de pânico; a qualquer altura, em qualquer lugar, alguma coisa deve estar prestes a acabar e uma pessoa tem de estar atenta. A morte de Deus, o declínio do Romance, o desaparecimento do Autor, o suicídio do Jazz, o fim da História, (o fim do Fim da História), a obliteração da Verdade, a obsolescência da Masculinidade, o coma alcóolico do Ideal Olímpico, o sequestro e espancamento da Civilização Ocidental - as Letras Maiúsculas habitam uma realidade alternativa onde é sempre meia-noite no Poço do Bispo. A esperança média de vida de um conceito abstracto passou a depender directamente do coeficiente de tédio existencial de um editor. Em termos mais obtusos (devido às horas que são, ao Rufus Wainwright, e ao facto lamentável de se me terem acabado os maltesers) podemos dizer que quando x e y se cruzam, há 2/1 de probabilidades de z, sendo que z é um pastel astigmático como «The End of the Critic».
O hábito intelectual horoscopeiro de descortinar tendências com base numa vaga intuição de que as coisas não podem ficar como estão por causa de outras coisas que passam a estar como ficam não é intrinsecamente censurável. O que diverte nestes pitorescos exercícios de cosmética mortuária é a aparente e inabalável convicção de que dezenas de factores convergem por milagre sincrónico na mesma cabecinha nostradâmica, e que a pulsação cardíaca da História está a ser reproduzida num teclado da Apple, cinco minutos antes do prazo de entrega. A moribunda mas combativa verdade é que se podem passar horas e horas a esmiuçar os pesos, idades e registos competitivos de dezoito pilecas, na tentativa de erigir o mais sensato prognóstico do hemisfério Norte, mas o esplendidamente baptizado cavalinho High Five Society lá arranjará maneira de nos negar o acesso ao pequeno Estado da Micronésia que nos pertence por direito.
Creio, apesar de tudo, que esta é uma fórmula de enchimento de chouriços em vias de extinção, e que caminhamos a passos largos para o Fim do Artigo Sobre o Fim De, posição com a qual o Rufus Wainwright concordaria enfaticamente se aqui estivesse.
São Pedro Ramos
A atitude do Pedro Ramos, contudo, não me merece os mesmos aplausos. Qualquer troca verbal semelhante àquela que não termine com um silêncio de trinta segundos seguido de um «you.... lying.... fraudulent.... little..... shit» não pode ser encarada como outra coisa que não uma oportunidade perdida.
Entretanto, enfim/o Rufus acena, e diz que sim:
sexta-feira, abril 11, 2008
Ofereço...
quarta-feira, abril 09, 2008
Alguém, por amor de Deus, explique ao Pedro Arroja a diferença entre "paid" e "paid for"
Acabo de ler um artigo da Economic Botany em que os autores, e passo a citar, «searched the complete works of Cervantes, as historical ethnobotanical resources, for all references to plants, plant communities and products. (...) 167 species were registered in the 38 works, 110 cited in Don Quijote» pelo que me compreenderão se não estiver agora com cabeça para explicar os vários motivos pelos quais mais uma presença do Liverpool nas meias-finais da Liga dos Campeões é um pesadelo metafísico que ameaça o próprio tecido da realidade. E acho muito injusto estarem a pensar que esta aparente azia se deve exclusivamente ao dinheiro que apostei numa vitória do Arsenal, até porque o golo de Sami Hyypiä me rendeu 65 libras (£5 @ 12-1, 'anytime scorer', William Hill). Se me dedicasse a pesquisar as obras completas de Rafael Benítez à procura de 'plants', 'plant communities' ou mesmo 'cynical, neurasthenic, vegetable-like midfielders', encontraria muito mais do que cento e sessenta e sete espécies. Vi futebol no Reino Unido durante sete anos. O melhor futebol que lá se jogou foi invariavelmente jogado pelo Arsenal (mesmo na fase pós-Bergkamp), mas, em uma ou outra altura, dei comigo a disseminar a minha simpatia continental por quase todos os clubes federados, incluindo uma paixoneta de 3 meses pelo Redditch United da Conference League, cujo melhor jogador - um extremo-direito que acumulava funções de repositor de stock na loja da Staples - tentou um total de três fintas nos cinco jogos a que assisti, duas delas com relativo sucesso. Mas nunca - nunca - consegui sentir um borrifo de qualquer sentimento positivo pelo Liverpool, por motivos complexos que explicaria se não tivesse acabado de ler um artigo da Economic Botany.
A votação tem estado a decorrer ordeiramente (com Virginia Woolf, para já, em clara e governantíssima vantagem). Conto encerrar as urnas assim que o número de votos exceder o número de espécies de 'plants' ou 'plant communities' referenciadas no Antigo Testamento, segundo o estudo efectuado em 2002 por Moldenke e Moldenke, conhecidos como os Dupond et Dupont da etnobotânica. Aquela cantiga chama-se «Brand New Song» e é de um rancho escocês chamado The Pendulums.
Termino com alguns exemplos de frases sobre Rafael Benítez inexplicavelmente não devolvidas pelo google:
«Ouvi dizer que o Rafael Benítez não respeita o meio-ambiente»; «Ouvi dizer que o Rafael Benítez tem um mamilo supranumerário»; «Ouvi dizer que o Rafael Benítez é um niilista Bakuniniano»; «Ouvi dizer que o Rafael Benítez faz mal a gatinhos»; «Ouvi dizer que o Rafael Benítez é um anagrama de Rabanete Feliz»; «"Ouvi dizer que o Rafael Benítez está a destruír a Civilização tal como a conhecemos"».
segunda-feira, abril 07, 2008
Virginia ou Edith?

Sondagem parcialmente inspirada por este este post do Pedro Mexia, e por uma peremptória declaração de Sir Isaiah Berlin nesta entrevista (a pornografia começa ao minuto 1:30), que passo a transcrever foneticamente, e de olhos bem fechados: «(...) Juan uhv a mowst biootiful weemin I have a sin in my life. She'd lie to bloo I's, and, um, round n'wondering like a gypsy's. She'd un ex-kwisit figure. She cud be sed to luke lie can kind uhv idealised govern ass. I mean dat too wards witch govern asses my twish two ass pire.»
Depois da respectiva votação, tratarei de revelar a minha opinião sobre esta matéria fundamental para os adolescentes de hoje.
domingo, abril 06, 2008
Not the worst, not the best, just the same old shit

É o maior acontecimento do calendário equestre: todos os anos, em Abril, eu dou 25 libras a um cavalo gordo e o cavalo gordo come-as. A Grand National veio e foi, alheia à minha não-presença. Slim Pickings, a pileca irlandesa por quem nutro uma inexplicável admiração desde 2005, voltou a fazer o que faz todos os anos: estabelecido pelas agências de apostas como o quarto favorito, tratou de terminar a prova na quarta posição. Se o mercado de capitais funcionasse com a mesma entediante consistência, seríamos todos bilionários, e um café custaria dois milhões de euros.
terça-feira, abril 01, 2008
"I must say there are some absolutely delightful motels where I've been very happy"
Ao minuto 2:11 do primeiro clip, Nabokov decide esticar as pernas e sentar-se num sofá no outro lado da sala; Trilling segue-o, obrigando o apresentador do programa a arrastar a cadeira para os acompanhar. Como represália, o apresentador pega na chávena de chá de Trilling e besunta-lhe o rebordo. Ao longo de toda a entrevista, Nabokov recorre escandalosamente às cábulas - as que tem nos cadernos, as que tem na cabeça - e Trilling deixa um cigarro arder até ao último milímetro de alcatrão. Discute-se Lolita.
Não sei o que é isto, mas quero que a minha televisão faça o mesmo.

