quarta-feira, março 14, 2007

Lista feita por pessoas que leram os mesmos livros que eu

33 Names of Things You Never Knew had Names.

(A verdade é que se aprende a nº1 em Underworld, de Don DeLillo, a nº4 em V., de Thomas Pynchon, a nº16 em Giles Goat-Boy, de John Barth, a nº21 em Humboldt's Gift, de Saul Bellow, a nº23 em Infinite Jest, de David Foster Wallace, a nº24 em Despair de Nabokov e a nº27 em The Mezzanine, de Nicholson Baker. Acrescentaria a palavra 'marabu', que não vinha no dicionário da Porto Editora em 1996, e que confundiu toda uma turma de leitores d' A Sibila. Curiosamente, o nome inglês para o bicho - que não passa de uma cegonha inflaccionada - serviu de título a um livro de Irvine Welsh, cujas subtis parábolas espirituais tanto evocam Agustina.
Uma lista ainda melhor pode ser encontrada aqui. Gostei muito de «Gynotikolobomassophile - One who likes to nibble on a woman's earlobes»; e também de «Peristerophobia - Fear of pigeons» e «Resistentialism - Seemingly spiteful behaviour manifested by inanimate objects». Se alguém tiver conhecimento de termos equivalentes na língua portuguesa, especialmente os dois últimos, não hesite em informar-me; nunca é cedo de mais para planear a autobiografia.)

6 comentários:

inês disse...

Para a primeira, «columbofobia»?

Hugo disse...

A segunda lista é uma delicia. Se algum dia ficar louco quero ter boantrophy.

Luis Serpa disse...

Caro Rogério Casanova, nenhum dos diferentes eus - o lúdico, o lúbrico, o sensual, o erudito, o amante - resistiu a "Gynotikolobomassophile". É, se não se importa e apesar de ainda só estarmos em Março, a palavra do ano. Se tiver mais como esta, por favor, por favor, dê-no-las a conhecer. A minha vida - e, aposto, a de mais duas ou três pessoas (assíncronas, apresso-me a esclarecer) - nunca mais será a mesma.

cj disse...

http://letratura.blogspot.com/

R. Casanova disse...

- Caro Luis, os meus eus são todos teóricos, mas também gostei bastante da palavrita.

- 'Columbofobia' soa-me legítima - e agrada-me bem mais do que a sugestão da minha psicóloga - mas gostaria que fossem fornecidas algumas amostras de uso (da Literatura, obviamente, não de registos clínicos).

Luis Serpa disse...

Por causa de "Gynotikolobomassophile", caro Rogério, fui reler A Casa dos Budas Ditosos (para ver o impacto desmedido da palavra). Encontro uma passagem, que não transcrevo por simples e legítima preguiça (e, suspeito, falta de interesse, mas isso é outra história), sobre os homens que acham imprescíndivel "meter a língua em sua orelha e babar tudo". Aposto que se esses homens - e a narradora do texto, claro - conhecessem aquilo a que só um desmedido understatement pode chamar "palavrita", trocariam, imediatamente de prática.