sexta-feira, abril 06, 2007

My Life as a Fake


A sensação é discreta, mas inconfundível: Martin Amis definiu-a como uma "certeza resignada". Falo daquele furtivo formigueiro cerebral que se instala quando começamos a ler um autor que rapidamente nos impõe a sua indispensabilidade. O cânonezinho portátil que tenho na cabeça foi sendo formado assim: Pynchon, Bellow, Roth, Norman Rush, Henry James, Sterne, Barthelme, Nabokov... com todos eles bastou uma dúzia de páginas para perceber que teria eventualmente de ler tudo aquilo que escreveram - incluindo listas de compras, postais de Natal, receitas de cozinha e testamentos.
My Life as a Fake é o primeiro livro de Carey que leio. Mas já estou a lançar olhares nervosos ao extracto bancário (o meu, não o dele, que, tanto quanto sei, ainda não foi publicado).

7 comentários:

AMC disse...

Terei sonhado?
Ia jurar que havia aqui deixado um comentário a propósito de Peter Carey... sobre os Contos de Clerkenwell que são de Peter Ackroyd.
Obrigado pela rectificação, Rogério.
Lembrei-me do erro monumental mal acordei e me liguei à blogosfera.
De Carey, apenas li o excepcional A Verdadeira História do Bando de Ned Kelly, creio eu que terá sido o único... E é deste Peter, não é? Já não me responsabilizo pelo que digo, ainda a semana passada estava convencido de que havia lido Cosmopolis de DeLillo e referia-me à peça Valparaíso. É a idade!

impensado disse...

Uhm... Li, há muiiito tempo o fat man in the history ou coisa semelhante. Interessante, mas não creio que, à época, tivesse achado um achado. Por sua causa encomendei já alguns livros dele. Mandarei a conta, se não gostar. Boa Páscoa!

R. Casanova disse...

André, o Peter Ackroyd é o actor dos Blues Brothers e do Ghostbusters, amigo do falecido George W. Belushi. Quem escreveu o livro sobre o Ned Kelly foi Mariah Carey. Não confundir com John Carey, um professor de Oxford que fez de ladrão de jóias naquele filme com a Grace Kelly. Se precisares de mais algum esclarecimento, avisa.

Impensado, o «The Fat Man in History» é a primeira colectânea de contos dele. Ainda não li, mas também já vem a caminho. Directa ou indirectamente, eu sou a alegria da Amazon. Boa Páscoa para si também. (E mantenha o template azul, que assim é que está bem).

AMC disse...

Obrigado. A minha memória…
E fui-me esquecer do fabuloso biógrafo de Sidney Sheldon e pai de Óscar (o das estatuetas) que, farto do mundo do Jazz, inventou o CSI e meteu lá o filho em Las Vegas e amigo do Gillian e do Johnny Depp que dirigiu a Lucinda, que fez de Cate Blanchett (a da fábrica de cobertores eléctricos). Agora que Gillian? O Armstrong (trompetista)? O dos Monty Python? Ou o chocolate belga?

MANHENTE disse...

True History of the Kelly Gang não me impressionou. Mas fiquei interessado o suficiente para já ter na estante o Oscar and Lucinda há algum tempo. Tem-me faltado o entusiasmo, apenas. Talvez agora...

impensado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
impensado disse...

Eu a julgar que o meu comentário tinha sido protectora, cobarde, vilmente, anónimo... Mirrei-me quando vi o pseudónimo e a minha sovinice exposta e subscrita. Não lhe mando conta alguma e agradeço a recomendação. O azul é para ficar.