terça-feira, julho 31, 2007

The War Against Cliché

My mistress' eyes are nothing like the sun;
Coral is far more red than her lips' red;
If snow be white, why then her breasts are dun;
If hairs be wires, black wires grow on her head.
I have seen roses damask'd, red and white,
But no such roses see I in her cheeks;
And in some perfumes is there more delight
Than in the breath that from my mistress reeks.
I love to hear her speak, yet well I know
That music hath a far more pleasing sound;
I grant I never saw a goddess go;
My mistress, when she walks, treads on the ground


(Soneto CXXX, sem os últimos dois versos, que estragam tudo. Há uma edição portuguesa recente dos Sonetos. A tradução é de Vasco Graça Moura. Se alguém tiver uma imagem da capa, agradeco que a envie para o mail que está ali do lado direito, pois comecei recentemente a coleccionar capas de Vasco Graça Moura. Agradecia também que uma alma caridosa me fosse enviando os posts do maradona para o mesmíssimo mail que está ali do lado direito. Tenho sobrevivido [só Deus sabe como] sem acesso a Internet, situação que deve manter-se nas próximas duas semanas. Vou andar por aqui, pelos cantos, a ler jornais e a ver televisão, como faziam os homínideos do Paleolítico Inferior. )

6 comentários:

Matias Ayres disse...

Caro Rogério Casanova,

Envio-lhe esta tradução de Manuel Portela, director do Teatro Gil Vicente (não sei se teatro é com maiúscula, pois asseguram-me que, em Portugal, quando se escreve infinito, ideal, etc., com maiúscula é-se metafísico), tradutor de Blake e Sterne. A razão de a enviar é simples: não gosto de tradutores que põe todos os escritores a escrever como Camões, rejeitando o seu fraseado bárbaro.

Aqui vai então:

130.

Seus olhos em nada ao sol se parecem,
Seus lábios rubros, menos que o coral,
Se é branca a neve, os seios lhe escurecem,
Negro o cabelo, em fios de metal.
Vi rosas rubras, brancas, cor-de-rosa,
Mas nunca a face de rosas corada,
E fragrância há bem mais deleitosa
Do que o cheiro que exala a minha amada.
Gosto de ouvi-la falar, mas bem sei
Que a música apraz com mais perfeição.
Uma deusa a passar nunca notei,
Pois quando caminha ela pisa o chão.
Inda assim, o meu amor é tão raro
Como o que o desmente quando o comparo.

Cumprimentos,
Matias Ayres

Matias Ayres disse...

"Fraseado bárbaro" deveria aparecer em itálico.

Anónimo disse...

Boa tradução, sem itálicos

JB disse...

Caro Matias Ayres, pode saber-se qual é a editora (se é que Manuel Portela publicou as traduções dos sonetos)?
Antecipadamente grato
JB

JB disse...

Caro Rogério,

a ausência tem sido notada e devidamente anotada. Há coisas que não podem passar impunes.

Matias Ayres (doaborrecimento@hotmail.com) disse...

Eu li esta tradução no Blog Casmurro e, tanto quanto sei, não está publicada.

Cumprimentos,
Matias Ayres