domingo, outubro 14, 2007

O inconsciente, esse grande name-dropper

Num eventual catálogo Borgesiano de sonhos pretensiosos, não sei que posição este ocuparia, mas na noite passada sonhei que estava na Praia das Maçãs, a jogar matraquilhos com Edmund Wilson e Mary McCarthy. Eu jogava com o Sporting e eles com o Benfica. Levei uma abada. Às tantas, para disfarçar, comecei a dar uma palestra sobre a história das respectivas instituições e disse que o Sporting tinha sido fundado em 1905. Edmund Wilson corrigiu-me imediatamente, mas o ar desapontado com que o fez estragou-me o Domingo inteiro. Ser corrigido pelo meu próprio inconsciente: não era isto que eu queria da minha vida adulta.

4 comentários:

elton disse...

o meu caro amigo português parece desconhecer, e justamente, talvez a função mais preciosa do inconsciente. "ele", embora tenha sido atacado nas últimas décadas por leituras por demais reducionistas, é de valia enorme aos que adorariam entrar na fase adulta - mais ou menos livres das neuroses.

permita-se ser corrigido até a exaustão, em razão, dialogue.
Ao unilateral a esquizofrenia se torna uma opção de correção mais drática, vinda também deste lado desconhecido.

http://www.youtube.com/watch?v=alHu-nGqDHY

um abraço do brasil

V. disse...

ahahah. genial pesadelo.

LB disse...

Creio que o essencial do sonho é o recalcamento do adepto do Sporting face ao Benfica. Tudo o resto é perfeitamente acessório.

R. Casanova disse...

Lourenço, isso é psicologia bruta, pá. Agradecia que tirasses o dedo da minha ferida, se faz favor.