segunda-feira, dezembro 15, 2008

Vou "linkar" um "blogue", como dizem os jovens

Nomeadamente este blogue, não só porque me parece um blogue passível de ser linkado, mas também, e acima de tudo, porque é o único blogue onde me lembro de ver uma citação do eminentemente citável Dwight Macdonald, um patusco americano de esquerda, que era, nos seus melhores momentos, uma espécie de Lester Bangs da crítica literária. Há para aqui algures um ensaio dele chamado "By Cozzens Possessed" do qual eu gosto tanto que estou disposto a transcrevê-lo na íntegra caso esta caixa de comentários chegue aos 500 comentários, ou aos 125 comentários - o que quer que aconteça primeiro.

16 comentários:

Anónimo disse...

Havias de não ter nem um comentário para aprenderes.

Anónimo disse...

Doiem-me as costas.

Anónimo disse...

Ontem fiz xixi.

Lester Bangs ofendido disse...

Exijo ver essa merda.

Ente lectual disse...

risos

Anónimo disse...

À força de tanta menção ao Lester Bangs acabei por comprar um livro do senhor. Uma compilação de artigos, cujo titulo entretanto esqueci, mas cuja capa me fez lembrar a capa de um album dos 13th Floor Elevators. A mais disto, da leitura da coisa propriamente dita ficaram-me uma certeza e uma dúvida. A certeza: o Lester Bangs percebia tanto de música como eu percebo as fantásticas consequências da teoria das cordas, i.e., nada. A dúvida: porquê esta coisa do Lester Bangs? Que caralho de piada vem a ter o Lester Bangs?

Anónimo disse...

PS: Eu sou o gajo que está imediatamente a acima. Mais acima, está um outro senhor (ou senhores), que usa (ou usam) o mesmo nome eu, mas que não é (ou não são), obviamente, eu próprio. É importante que estas coisas fiquem claras.

Outro anónimo, com vontade de ir aos cornos ao anónimo prévio disse...

Esta ideia de que tem de se "perceber" das coisas para se ter interesse a escrever sobre elas é que é um mistério do caralho. Entre o PJ O'Rourke (que não percebe nada de economia) e o João César das Neves (que só percebe de economia), eu prefiro ler, sobre economia ou seja o que for, o PJ O'Rourke. O Mencken percebia tanto de teoria constitucional como eu percebo de economia. Aliás, o Mencken não "percebia" sobre praticamente nada - e nunca teve razão na vida inteira dele. Mas, seja sobre teoria constitucional ou outra merda qualquer, prefiro lê-lo a ele do que ao Prof. Dr. Jorge Miranda.
O Lester Bangs tinha vários defeitos (a frequente pieguice, por exemplo) por onde se pode pegar se a intenção é espernear contra um desses bocadinhos de unanimidade que há por aí e que irritam as pessoas. Mas o ele "não perceber de música" é a coisa mais irrelevante por onde se pode começar.

Anónimo disse...

Ao anónimo que gostaria de me ir aos cornos, e que não sou, evidentemente, eu próprio, cumpre dizer o seguinte:
Em primeiro lugar que estou inteiramente de acordo com as suas observações. Lamento é que não tenhas percebido um caralho das minhas. Vamos a ver se nos entendemos. O meu problema com o Lester Bangs não é só um problema de conteúdo. Sobre isto não tenho dúvidas e repito: o Lester Bangs não percebia a ponta de um caralho de música. O meu problema com Lester Bangs, e é aqui que me surgem as dúvidas, é precisamente o problema do estilo. O que eu gostaria muito é que espertinhos como tu me explicassem aonde está a piada do estilo do Lester Bangs. É que eu não lhe vejo nenhuma. E indo-se o conteúdo, indo-se a forma, fica o quê? Talvez fique o caralho que te foda, não?

PS: Não faço a mais pálida ideia de quem sejam o PJ O'Rourke, o Mencken ou o Prof. Dr. Jorge Miranda. Já o João César das Neves conheço e dá-me vómitos

Anónimo disse...

PPS: Sobre as aspas: Não quererás por acaso que eu te explique o significado do verbo “perceber”?

Anónimo que foi ao rego do outro anónimo sem ele perceber disse...

Portanto eu não percebi um caralho das tuas "observações". Estive a relê-las atentamente e reparei que te limitavas a "observar" que
a) o Lester Bangs não percebia um caralho de música (descobriste a pólvora, ó anormal)
b) não percebes que caralho de piada tem o Lester Bangs (sim, isto é profundamente "observado")

Pegar numa coisa popular e chamar-lhe sobrevalorizada com o argumento que "epá, o gajo não percebe nada, eu é que percebo, e digo-vos que aquilo não presta" é um princípio de discussão do caralho, tu deves fazer um granda sucesso lá no café.

Eu explico-te "aonde está a piada do estilo do Lester Bangs" no dia em que tu me explicares aonde está a piada da cona da tua mãe (na forma e no conteúdo).

Anónimo disse...

Ora bem, a cona da minha mãe... Sou obrigado a confessar que não lhe acho piada nenhuma. E é uma pena e porque assim a nossa questão fica por resolver. Mas eu proponho uma alternativa: e que tal se eu desenvolve-se sobre a piada da cona da tua mãe – tu és gajo para desenvolver sobre o Lester Bangs? É que até agora é só pé pé pé, pé pé pé e depois nada.
Eu, em jeito de aperitivo, arriscaria o seguinte: um imbecil como tu só pode ter sido cuspido por um “pescoço de peru”. Trata-se, caso não saibas, de um tipo de cona que, efectivamente, têm a sua piada, seja no que toca à forma, seja no que toca ao conteúdo (sendo que aqui o conteúdo és evidentemente tu). Mas isto são apenas suposições minhas, que eu terei todo o gosto em verificar, caso tenhas a gentileza de me apresentar a cona da tua ilustre mãe. Nessa altura, garanto-te eu, serei preciso e claro sobre a eventual piada da coisa.
E para acabar o mais importante e isto digo-o do fundo do coração: pega nas putas das aspas e mete-as no teu pobre e triste cu.
Mas não me quero despedir sem te agradecer. É que isto me deixou a pensar sobre um eventual e fantástico paralelismo entre a cona da minha mão e o Lester Bangs. E isto parece-me de facto um assunto digno de reflexão aturada. Obrigado.
PS: Quando se me dirigem com o magnífico “ó anormal” eu tremo de felicidade.

Anónimo disse...

PPS: Esqueci-me de uma coisa: pareces sugerir que o Lester Bangs é popular. Caso seja assim, esta ideia é reveladora da cabeça que a pensou, mas não deixa de ter o seu encanto.

Anónimo disse...

Mais um.

Anónimo disse...

parole

Anónimo disse...

Mais um.