quinta-feira, dezembro 25, 2008

Um Natal economicamente viável para todos

(Livraria Blackwell em Oxford, felizmente situada na mesma rua de uma loja de ferragens com carrinhos de mão muito em conta (e à porta da qual, na tarde de 21 de Dezembro, sete judeus celebravam ruidosamente o Hanukkah, pela minha saúde), e onde é possível gastar noventa e quatro libras em menos de hora e meia (em livros, não em judeus))

a) o Alexandre tem várias vezes razão ao longo deste post; aqueles parênteses sobre o câmbio só pecam por defeito. A queda da libra proporciona um dos gráficos mais deprimentes da história económica recente (creio que é evidente que não sei do que estou a falar), mas para o consumidor que deseje vir às livrarias inglesas gastar dinheiro português, a situação não poderia ser melhor. Aliás: o valor da libra desceu mais um bocadinho desde que comecei o post. Aliás: estou a escrever este post à luz de uma pequena fogueira ateada com notas de dez libras (tenho usado as notas de vinte para papel de embrulho);

b) por uma questão de enfim, não vou fazer listas, mas, uma vez que não vi mais do que sete filmes estreados este ano, parece-me pertinente afirmar que o melhor deles foi Du levande (Roy Andersson), do qual podem ver aqui um clip (o truque da toalha é uma tradição familiar a que procuro dar continuidade).

c) por motivos que não vamos aqui enfim, descobri uma coisa assombrosa: o tradutor automático do google transforma "João Miranda" em "John Coltrane".

d) das melhores coisas que li este ano, em qualquer sítio e em qualquer formato: o artigo na Economist sobre o farol de Fastnet.

e) a segunda melhor prenda deste Natal (desde os 15 anos que ninguém me oferecia brinquedos; estou muito feliz):

3 comentários:

Margarida Pereira disse...

Boas Festas / Season's Greetings, excelentíssimo.
E bem-haja.
(you know why)

Madrigal disse...

Cheguei aqui por intermédio de um link no "Estado Civil", do Pedro Mexia. Fiquei atónito com os teus escritos e com a tua mestria como escrevente. Um dia, qd for grande, também eu gostaria de escrever assim.

Um abraço,

Jorge Rebelo

Anónimo disse...
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